sescon campinas

Postado em 29 de outubro de 2012 por Carlos Eduardo Moura

Desde 2010, a Happy Hour Comunicação produz mensalmente o jornal do Sescon Campinas. No mês de setembro, a instituição comemorou três grandes acontecimentos: 9 anos de existência, aquisição da sede própria e a posse da nova diretoria. E para comemorar, lançou uma edição especial de aniversário do jornal.

A edição apresentou conteúdo sobre a história do sindicato, do primeiro presidente, as conquistas e uma cobertura especial do lançamento da nova sede social. Para preparar esse material, a Happy Hour fez um levantamento detalhado do histórico da instituição, conversou com os diretores, presidentes e participou da inauguração da nova sede.

O jornal está com uma diagramação diferenciada dos demais, por ser uma edição histórica de aniversário do Sescon Campinas. Mensalmente, o jornal, que possui 12 páginas, aborda assuntos como gestão pessoal, saúde, direito na contabilidade, artigos e traz dicas de viagens e livros para os associados.

Jornal do Sescon Campinas

Leia as principais matérias na íntegra.

Postado em 19 de janeiro de 2012 por Carlos Eduardo Moura

Produzimos, para a edição de janeiro do jornal informativo do Sescon Campinas, uma interessante entrevista com o economista Mailson da Nóbrega.

Segue abaixo a íntegra da entrevista.

Jornal do Sescon Campinas entrevista Mailson da Nóbrega

‘Há sinais de que caminhamos para uma redução do potencial de crescimento do país’

Mailson da Nóbrega é sócio da consultoria Tendências e foi ministro da Fazenda de 1988 a 1990, após longa carreira no Banco do Brasil e no setor público. Como ministro, presidiu o Conselho Monetário e o Confaz e integrou os boards do FMI, do Banco Mundial e do BID. Participa de conselhos de administração de empresas no País e no exterior e é colunista da revista “Veja”.

Para o economista, há sinais de que o Brasil para uma redução do potencial de crescimento, que, segundo ele, poderá voltar aos 3,5/4% da década passada. “Isso será o resultado da ausência de reformas do governo petista e de problemas de gestão, associados ao loteamento de cargos públicos na esfera federal”.

“Houve piora do sistema tributário e deterioração da infraestrutura”, afirma, em entrevista por e-mail ao Boletim Sescon Campinas.

De acordo com o economista, que já foi ministro da Fazenda e hoje é sócio da consultoria Tendências, o Brasil precisa atacar deficiências estruturais que retiram competitividade à indústria e inibem a expansão da produtividade e do potencial de crescimento. Ele cita dois gargalos: o sistema tributário e as deficiências de infraestruturais.

Nesta entrevista, Mailson fala também sobre o cenário econômico brasileiro, taxas de juros, inflação, independência do Banco Central e crise na Europa. Sobre o Brasil ter se tornado a sexta maior economia do mundo (passou à frente do Reino Unido), ele diz que é mais demérito deles do que mérito nosso.

O que significa o Brasil ser a sexta maior economia do mundo? É algo para se comemorar? Traz prestígio ao país?

A notícia de que o Brasil se tornou a sexta economia do mundo já era esperada. Como o nosso PIB se aproximou do britânico e cresce (ainda que pouco), enquanto o deles cresce menos ou até decresce, seria uma questão de tempo. Neste momento, é mais demérito do Reino Unido do que mérito nosso. A informação tem inequívoco efeito simbólico e pode melhorar a auto-estima de muitos, mas não traz qualquer resultado prático para os brasileiros, cujo nível de bem estar não se altera. Galgar a posição chama mais a atenção para o país e suas oportunidades, podendo ter algum efeito, ainda que mínimo, em decisões de investir por aqui. Do lado negativo, à medida que avançamos deixamos de nos beneficiar de programas de ajuda social dos países ricos, pois afinal já não nos credenciamos a receber esse tipo de apoio.

Quais as perspectivas do Brasil para esta década? Alguns economistas dizem que o país vai viver um grande boom de oportunidades – por conta das crises no mundo e eventos como Copa e Olimpíadas. O que espera para os próximos anos?

Há sinais de que caminhamos para uma redução do potencial de crescimento do país, que poderá voltar aos 3,5%/4% da década passada. Isso será o resultado da ausência de reformas dos governos do PT e de problemas de gestão associados ao loteamento de cargos no governo federal. Houve piora do sistema tributário e deterioração da infraestrutura. Esses dois fatores reduzem a eficiência da economia, conspiram contra a produtividade e inibem a competitividade de nossos produtos. Os investimentos associados aos eventos esportivos minimizarão essa tendência, mas dificilmente a reverterão. Infelizmente.

Quais os gargalos o Brasil tem de superar? Quais as reformas mais importantes?

O país precisa atacar suas deficiências estruturais, que retiram competitividade à indústria e inibem a expansão da produtividade e do potencial de crescimento. Dois dos gargalos mais relevantes já foram mencionados: o caos do sistema tributário e as deficiências da infraestrutura. Além disso, é preciso viabilizar a Previdência no longo prazo, mediante reformas que introduzam o limite de idade para a aposentadoria e revejam o inaceitável sistema de pensões por morte, o mais generoso do mundo. Modernizar a arcaica legislação trabalhista é outra necessidade. Isso sem falar na educação, cuja má qualidade é um dos principais desafios a enfrentar.

O Banco Central reduziu a previsão de crescimento do PIB de 2011 e para 2012. As taxas de crescimento ficarão abaixo da meta do governo. O que esperar para 2012?

Na situação atual, o PIB deve crescer 3,2% em 2012.

O alinhamento do Banco Central (BC) com o governo, no caso das últimas quedas nas taxas de juros, é algo que preocupa?

Há sinais de que o BC recebe orientação política para tomar suas decisões, mas isso é negado por seu presidente. É cedo para dizer se o risco existe. O teste poderá vir em 2013, quando tudo indica que a inflação se distanciará mais uma vez do centro da meta, ameaçando ultrapassar o teto de 6,5%. O BC teria, então, de começar um novo ciclo de alta na política monetária, já no início de 2013. Será o grande teste. Dilma e Mantega se conformarão? Como ficarão suas promessas de que a taxa de juros real iria para 2% até o fim do atual governo? Se o BC puder agir autonomamente para elevar a taxa de juros, estará confirmado o discurso da não interferência política. Caso contrário, Alexandre Tombini (presidente do BC) seria substituído por alguém definitivamente alinhado com o governo.

Como avalia o BC ter abaixado os juros, mesmo com inflação, em 2011?

Foi uma medida precipitada. O BC apostou em um cenário externo desastroso, que teria efeitos desinflacionários na economia brasileira. Bancos centrais não fazem apostas. O BC poderia ter feito uma pausa, como outros o fizeram, esperando que se definisse melhor o ambiente. Felizmente, o nosso BC está acertando, por razões distintas. É que o efeito das medidas que adotou no início do ano – alta na taxa Selic e medidas macroprudenciais – se revelaram mais fortes do que se imaginava. A desaceleração da taxa de inflação se deve a razões internas, mais do que à crise externa.

O corte de juros deve continuar em 2012? Ou o BC deve frear o corte se a inflação voltar a subir?

O BC conseguiu restabelecer a coordenação das expectativas, uma de suas principais funções. Havia uma dispersão inconveniente, resultado da surpreendente redução da Selic em agosto. Agora, os analistas estão convencidos da trajetória que o BC deseja para a taxa de juros. Menos mal. A maioria esmagadora acha que a Selic vai continuar caindo 50 pontos a cada reunião, até abril, quando estacionaria em 9,5%. O BC tem agora outro problema, o de convencê-los de que a inflação convergirá para o centro da meta, 4,5%, em 2012. Ninguém acredita nisso. É provável, como disse antes, que a taxa volte a subir em 2013.

Até que ponto a crise européia tem afetado o Brasil? O Brasil tem mercado interno para compensar isso? E no caso da desaceleração do crescimento da China?

Até agora, o efeito tem-se manifestado na redução do acesso de empresas brasileiras ao credito externo, mas nada preocupante. Nas projeções da Tendências, o Brasil não terá dificuldade em captar os recursos externos de que necessitará em 2012. Haverá uma sobra de algo como 25 bilhões de dólares. Se a China desacelerar muito em 2012, o Brasil sofrerá. Esse não é, todavia, o cenário mais provável. Admitindo-se que não haverá rupturas na Europa, a China pode crescer entre 9% e 10% em 2012, o suficiente para manter em nível elevado a demanda por commodities brasileiras.

Como avalia o ano de 2011 no Brasil, analisando o cenário econômico?

O PIB deverá crescer apenas 2,8%, a taxa Selic já está definida em 11% no fim do ano. No momento desta entrevista, ainda não temos o IPCA de 2011, mas é muito provável que ultrapasse a meta de 6,5% fixada pelo governo.

Quais os setores mais promissores da economia?

Se não houver uma catástrofe na Europa, os setores que mais crescerão em 2012 serão a construção civil, o varejo, o agronegócio, a mineração e o sistema financeiro, não necessariamente nessa ordem de importância.

Como avalia o risco inflacionário para 2012, com o mercado de trabalho aquecido?

A inflação de 2012 deverá ser inferior à de 2011. O mercado de trabalho aquecido deverá ser um fator importante para impedir a convergência da inflação para a meta. A projeção da Tendências é um IPCA de 5,4%, puxado essencialmente pelos serviços.

Postado em 16 de março de 2010 por Carlos Eduardo Moura

A Happy Hour conquistou dois novos clientes em março: o Sescon Campinas e a Empreendemia.

Para o Sescon, a Happy Hour fará a produção editorial de um jornal mensal, voltado aos afiliados do sindicato que representa as empresas de serviços contábeis e das empresas de assessoramento, perícias, informações e pesquisas da região metropolitana de Campinas.

Para a Empreendemia, a agência prestará serviços de assessoria de imprensa, visando a conquista de mídia espontânea.