redes sociais

Postado em 03 de junho de 2010 por Carlos Eduardo Moura

Pesquisa elaborada pela empresa de consultoria Deloitte mostra que 70% das empresas pesquisadas usam ou monitoram as redes sociais. Desta porcentagem, as empresas de serviços vêm em primeiro lugar (30%), seguidas pelas de varejo, bens de consumo e transporte (20%) e pelas companhias de tecnologia, mídia e telecomunicações (19%).

A maioria das empresas, contudo, ainda não atinge completamente os benefícios prometidos, não compreendem os riscos ou não conseguiram implementar o uso das mídias sociais de forma integral, em toda a empresa.

A pesquisa também mostrou que as empresas usam as mídias sociais mais como plataforma de divulgação do que como um canal de relacionamento com seus clientes.

Intitulada “Mídias sociais nas empresas – O relacionamento online com o mercado”, a pesquisa ouviu 302 empresas de diversos segmentos e portes econômicos que atuam no Brasil. Pouco mais de 50% das empresas participantes são de pequeno porte, enquanto que empresas de médio e grande porte representam 26% e 22% da amostra, respectivamente.

A Deloitte também visitou dez empresas para a realização de entrevistas qualitativas: Accor Hospitality, Azul, Boehringer Ingelheim, Bradesco, Editora Globo, IBM, Natura, Nokia, Roche e Tecnisa.

Abaixo, os pontos mais importantes da pesquisa.

As ferramentas mais populares: redes sociais, Twitter e blogs corporativos

De acordo com a pesquisa, a ferramenta mais popular entre as empresas que utilizam as mídias sociais são as redes sociais, com 81%, seguida do Twitter, com 79%. Porém, ressalta o documento, “com o ritmo de crescimento que vem ganhando no Brasil, o Twitter deverá ultrapassar as redes sociais muito em breve”.

O blog corporativo também é outra ferramenta bastante popular: 70% das empresas pesquisadas têm um.

Iniciativas mais exploradas

Ações de marketing e divulgação de produtos ou serviços (83%) e monitoramento da marca ou mercado (71%) são as duas principais iniciativas para o uso das mídias sociais.

Outras iniciativas são vendas ou captura de oportunidades (46%), suporte ao cliente, fornecedores ou parceiros de negócio (43%) e gestão do conhecimento (40%).

CRM social

A consultoria aposta que o uso do “CRM social” (CRM, customer relationship management) ganhará, muito provavelmente, força em 2010.

Objetivos

Entre os principais objetivos da participação das empresas nas mídias sociais estão o aumento da reputação da marca (85%) e geração de marketing boca a boca (82%). Além deles, estão a criação de vantagem competitiva (59%), aumento da fidelidade do cliente (57%) e aumento de vendas (57%).

“A redução de custo nas operações de relacionamento com o cliente”, afirma o documento, “está entre os objetivos menos buscados pelas empresas.”

Outro trecho diz ainda que “ações que se baseiam fortemente em relacionamento entre pessoas, como vendas, captura de oportunidades, suporte aos clientes, integração de equipes e desenvolvimento de produtos colaborativo são as menos priorizadas pelas empresas brasileiras”.

Ou seja: as empresas usam as mídias sociais mais como plataforma (de divulgação/marketing) do que como um canal de relacionamento.

Modismo?

Para 35% das empresas que participaram da pesquisa, o uso das mídias sociais deve-se à repercussão dada pela imprensa, porém a busca pelos benefícios associados às mídias sociais é o principal fator que levou as empresas a usarem-nas em seus negócios (54%).

Quem comanda é o marketing

Em 73% das organizações, quem comanda as iniciativas nas mídias sociais é o marketing.

“O que surpreende, negativamente, é a falta de envolvimento da diretoria e do departamento de comunicação na liderança das ações em mídias sociais”, diz um trecho do documento.

Mensuração, métricas e resultados

Entre as formas de mensuração mais utilizadas estão o monitoramento do número de usuários, usuários ativos, visitantes ou visitantes recorrentes (71%), a visualização de páginas (63%), a freqüência das visitas (59%) e o tempo de permanência no site (52%).

A conclusão da pesquisa é que as empresas focam na mensuração de indicadores operacionais e não estratégicos ou financeiros.

Barreiras para a utilização das mídias sociais

Entre as empresas que estão fora das mídias sociais, 53% afirmam que a dificuldade de mensurar e monitorar os benefícios é a principal barreira para a utilização destas ferramentas.

“Os resultados da pesquisa demonstram que as empresas brasileiras pouco utilizam as mídias sociais como um pilar estratégico para seus negócios”, diz trecho da pesquisa.

Postado em 10 de março de 2010 por Carlos Eduardo Moura

O Ponto 1, fundado em 1978 e bar mais tradicional do distrito de Barão Geraldo (Campinas), renovou seu contrato com a Happy Hour Comunicação. A agência atende o bar desde março de 2008, quando assumiu com a missão de renovar a cara do bar. Uma série de ações foi desenvolvida - assessoria de imprensa, novo site (e desenvolvimento de uma newsletter mensal), novo cardápio, estudo de mercado entre outros.

O trabalho rendeu frutos, tanto que, na edição 2009/2010 da revista "Veja Campinas", o Ponto 1 foi eleito o melhor boteco da cidade.

Para 2010, a Happy Hour pretende construir um novo site para o bar, assim como um cardápio diferenciado. Iremos também intensificar a presença do bar nas redes sociais - utilizando o blog do bar, perfil no Twitter, Orkut e Facebook, além de newsletter mensal totalmente reformulada com as novidades da casa.

Postado em 28 de outubro de 2009 por Equipe Happy Hour

Com mais de 50 milhões de pessoas cadastradas no mundo, o Twitter é um microblog, uma espécie de mural de recados, onde o usuário se cadastra e pode escrever em até 140 caracteres uma pequena mensagem sobre qualquer coisa - os tweets (pio, em inglês) ou, na versão aportuguesada, tuítes. Quem é seguidor consegue ler diretamente em sua conta (ou timeline, para os iniciados) as mensagens escritas por outros usuários.

Pesquisas mostram que 15% dos internautas brasileiros utilizam a ferramenta, o que coloca o país à frente (percentualmente) de países do primeiro mundo, como Estados Unidos (10,69%), Reino Unido (9,36%), Austrália (5,36%) e Alemanha (4%). Personalidades brasileiras como Luciano Huck, William Bonner, Rubens Barrichello e Mano Menezes aderiram ao mecanismo e fazem grande sucesso.

Políticos também usam a ferramenta como forma de se aproximarem de seus eleitores. Exemplo? Barack Obama (o precursor), José Serra, Aloízio Mercadante e por aí vai. Recentemente, a revolta da população durante as eleições no Irã foi transmitida em tempo real pelo Twitter, já que jornalistas e veículos tradicionais estavam impedidos de enviar notícias para fora do país.

E as empresas nisso? Marcas globais como Dell, Starbucks, Nokia e brasileiras, como Camiseteria.com, Cultura Inglesa, Tecnisa, entraram na onda e estão tuitando suas notícias, promoções e ideias e se perguntam cada vez mais como utilizar o potencial das redes sociais em favor de suas marcas. Essas empresas perceberam que mecanismos como Twitter, Facebook e blogs são excelentes ferramentas para se aproximar dos clientes e gerar negócios, muito melhores do que veículos tradicionais como a TV, por exemplo.

Uma das principais vantagens do Twitter, diz seu guia para marcas, é a chance de a companhia se comunicar de modo casual e espontâneo com o consumidor. Afinal, a mensagem não é intrusiva – só a lê quem é seguidor da empresa.

O guia ainda traz mais dicas: deixe sempre um meio de contato, como e-mail; preste atenção ao que dizem de sua marca, seus produtos e serviços; procure encaminhar reclamações para que sejam logo resolvidas; seja rápido no retorno; adote um tom casual nas mensagens; compartilhe os projetos da empresa; ofereça bônus e descontos; e, por último, mas não menos importante, não pratique SPAM.

É bom mesmo as empresas prestarem mais atenção à internet e às redes sociais. O Ibope divulgou recentemente uma pesquisa que mostra que para a população jovem a TV deixou de ser o meio de comunicação mais importante.

Para a faixa etária de 10 a 17 anos, o computador com acesso à internet é o aparelho mais relevante, seguido pela TV e telefone celular. Dos 18 aos 24 anos, vem celular, computador com internet e só depois a TV. Portanto, a internet será a principal ferramenta de comunicação num futuro próximo e as redes sociais, como Twitter e Facebook, onde o burburinho acontecerá. Estar presente desde já pode garantir um futuro promissor às empresas que souberem aproveitar oportunidades.

Acompanhe a Happy Hour no Twitter: www.twitter.com/happyhour_com.

UPDATE: O artigo foi publicado na edição 11 de novembro de 2009 no jornal "Correio Popular", de Campinas (SP). Clique aqui para ver.