marketing digital

Postado em 10 de janeiro de 2012 por Carlos Eduardo Moura

Todos sabemos que a base de clientes e interessados em nossa empresa é um ativo de marketing formidável.

Contudo, parte considerável das empresas não se preocupa em relacionar-se com esta base e, quando se relaciona, muitas o fazem do jeito errado.

Valiosa, a base de clientes deve ser contatada com muito critério e sabedoria. Bastam alguns deslizes e pronto: a atenção que você tinha, não tem mais.

Preocupados com isso, levantamos os erros mais comuns ao se fazer campanhas de e-mail marketing ou newsletters.

Antes da lista, vale a pena dizer que, diferente da propaganda tradicional ou das mídias sociais, o e-mail é um canal extremamente valioso e pessoal. Muitas pessoas checam seus e-mails várias vezes por dia e não são poucos os que trabalham com a caixa de entrada aberta durante o período que passam na frente do computador.

Se usada da maneira correta e sem exageros, o e-mail é um dos canais mais eficientes para manter relacionamento e criar valor para o seu negócio.

Preparado? Vamos aos fatos!

Os erros mais comuns do e-mail marketing

Erro #1: oferecer apenas ofertas

Em primeiro lugar, ninguém quer receber APENAS promoções (a não ser, é claro, os assinantes de newsletters de sites de compra coletiva...). Chega um momento em que se cria uma saturação, uma overdose de ofertas e é aí que a taxa de abertura dos e-mails tende a despencar. Em segundo lugar, muitas empresas enviam apenas ofertas e, o que é pior, em formato de imagem. O que acontece? Muitos leitores de e-mail simplesmente BLOQUEIAM as imagens - e aí um abraço esforço de marketing. A solução é mesclar conteúdo em texto e imagens e ser interessante, sempre.

Erro #2: não oferecer conteúdo útil

Se sua empresa manda apenas ofertas, está desperdiçando uma chance enorme de construir relacionamento de qualidade. A dica é ser relevante e oferecer algo verdadeiramente importante para o seu cliente ou possível cliente – e saiba: existem milhões de formas de ser interessante. Cada contato via e-mail é uma oportunidade de gerar valor para a sua marca – mas também pode ser algo de pouca eficácia se você quer apenas empurrar produtos e serviços.

Erro #3: fazer SPAM

Do que adianta comprar um mailing com milhares de e-mails para disparar ofertas? Às vezes o resultado até vem – porém, é baixo e você pode sofrer efeitos colaterais e queimar a marca da sua empresa (e eu sei que você não quer isso). Além de ser deselegante (e ilegal, de acordo com a legislação), há dois problemas: esse tipo de mailing comprado costuma ser desatualizado e quem recebeu e por ventura abriu o seu e-mail jamais pediu para recebê-lo. A dica é construir a sua própria base e trabalhar em cima dela – com calma, sem afobação, com criatividade e a frequência certa.

Erro #4: usar um sistema arcaico ou o Outlook (ou similar)

Além de trabalhoso e chato, enviar sua newsletter ou e-mail marketing por um sistema arcaico ou pelo Outlook não te permitirá ver estatísticas como taxa de abertura e cliques (e até mesmo quem abriu e a que horas) dos materiais enviados, por exemplo. O segundo o problema (e talvez mais grave) é que o seu e-mail acaba indo para listas negras, se muita gente não abre o que você envia ou se os servidores considerarem seu e-mail um SPAM. Então, cuidado. Além disso, com um sistema profissional você pode criar, facilmente, várias segmentações com a sua base de dados.

Erro #5: não ter frequência

É muito comum: a empresa inicia, por si própria, o trabalho de divulgação, faz um esforço danado, mas o resultado não vem como o esperado – em geral, por que se cometeram muitos dos erros aqui expostos. A divulgação que seria a cada 15 dias vira mensal, depois não sai nem com reza brava. A construção de uma marca se faz com frequência e pertinência (além, é claro, de muitos outros fatores – como bons serviços prestados e preços). Então, é importante definir uma periodicidade e segui-la à risca.

Considerações finais

Relacionar-se com a base de clientes de forma frequente e relevante é uma das formas mais interessantes e baratas de se manter próximo de clientes e interessados em seus serviços e produtos. Pense sempre em como você pode ser relevante e útil ao seu cliente ou possível cliente. Pessoas têm o hábito estranho de valorizar quem os ajuda. Então... mãos à obra.

Postado em 28 de abril de 2010 por Carlos Eduardo Moura

Na quinta parte dos posts sobre blogs corporativos, discutimos a importância de se escrever para a internet e para os mecanismos de busca (webwriting e SEO).

É muito importante que o blog corporativo seja escrito para a internet. Mas o que é escrever para a internet? Escrever para a internet quer dizer que o blog deverá ter conteúdo otimizado para mecanismos de busca, como Google e Yahoo. Por conteúdo otimizado entenda uma série de "truques" para que o blog tenha maior destaque nas pesquisas - a isso deu-se o nome de SEO, search engine optimization (otimização para mecanismos de busca).

Um dos grandes trunfos de se manter um blog corporativo atualizado e com conteúdo relevante é que ele tem a capacidade de trazer, no médio e longo prazos, dividendos tangíveis para sua empresa (visitas, leads, vendas) através dos mecanismos de busca.

Como? Você cria conteúdo e pode ser achado no Google, por exemplo, por um possível cliente que está atrás daquilo que você já escreveu no blog corporativo. Vender fica muito mais fácil assim, não?

Abaixo seguem algumas dicas para seu blog ser mais facilmente encontrável nas ferramentas de busca.

  • Crie títulos precisos, que resumam o assunto e que contenham as palavras-chave daquele assunto. Quando procuradas no Google, estas palavras aparecerão em negrito, o que estimulará o clique. Evite títulos grandes. Um título bom deve ter até 96 caracteres ou, no máximo, 150.
  • Nas primeiras linhas de um texto, resuma o conteúdo e use palavras-chave. Quando procuradas no Google, as primeiras linhas aparecem logo abaixo do título. Procure fazer o primeiro parágrafo curto e sintético.
  • Negrito nas palavras-chave. Mostra que a palavra é importante. Melhor ainda se essa palavra-chave tiver link para outra página que esgote o assunto.
  • Estruture muito bem o texto, evitando parágrafos longos. Se o texto vai falar sobre 5 tópicos de um mesmo texto, divida o texto em 5 tópicos com um subtítulo (com palavra-chave) cada. Assim, você facilita a leitura e torna a página mais facilmente achável.
  • Crie conteúdo único e exclusivo para o seu blog corporativo. Não copie frases inteiras de outros sites, pois isto diminui a força da página. Se for copiar, cite a fonte e coloque o texto entre aspas ou utilize recurso de citação.
  • Na hora de linkar, não use "Clique aqui". Coloque o link diretamente na palavra-chave ou na expressão-chave. Esse link na palavra reforça a página e diz para os mecanismos de busca que aquela página fala sobre aquele assunto da palavra linkada.
  • Ao usar imagens, coloque o nome do arquivo da imagem usando palavra-chave ou o que a imagem é. Se a imagem for uma bola de futebol da Nike, use: bolafutebolnike.jpg (e não image5478.jpg). Use também o recurso ALT (que descreve o que é a imagem). Neste caso, use: Bola de futebol da marca Nike ou algo próximo.
Postado em 18 de março de 2010 por Carlos Eduardo Moura

Na quarta parte, discutimos sobre a divulgação do blog corporativo.

Divulgar seu blog é fundamental: Ilustração: Jordan Adams (Age Fotostock)

A divulgação

Não basta apenas criar o blog corporativo e não divulgá-lo. Seus clientes, possíveis clientes e até mesmo ex-clientes precisam saber que sua empresa tem um blog. Seus funcionários também precisam saber que a empresa tem um blog. A imprensa precisa saber que sua empresa tem um blog.

A primeira forma de divulgar seu blog é enviando e-mails personalizados para pessoas. Se sua lista de clientes ou prospects for muito grande, elabore grupos e escolha, dentro dos grupos, as pessoas que você acha que mais gostariam de ler o blog ou têm maior poder de espalhar a notícia. Vá aos poucos e sem afobação. Uma dica: o e-mail tem de ser de uma pessoa para outra pessoa e não de uma empresa para uma pessoa.

Outra forma de divulgar o blog é enviar uma newsletter para sua lista de contatos. Você pode até enviar uma newsletter mensal, com o resumo dos principais posts e convidando as pessoas a participarem do blog - seja através de contribuições ou comentários.

Comentar em outros blogs também é uma boa forma de atrair visitantes para o seu blog. Mas lembre-se: seja pertinente e nunca faça propaganda direta do seu blog. Algumas dicas: apresente-se, seja simpático e bem-humorado, não comenta erros ortográficos, comente algum assunto que você tenha afinidade etc.

Se quiser ser mais agressivo e o seu blog trouxer bastante conteúdo de referência, você pode fazer propaganda usando os links patrocinados do Google, por exemplo, ou até mesmo anunciar em sites que o público-alvo frequenta.

Além disso, estar presente nas redes sociais (como Twitter, Orkut e Facebook) é fundamental para gerar buzz e atrair leitores. Mas lembre-se: seu blog só vai ter sucesso e atrair visitantes se o conteúdo for relevante e pertinente.

Postado em 08 de janeiro de 2010 por Carlos Eduardo Moura

 

A edição de janeiro da revista "Pequenas Empresas & Grandes Negócios" publica uma matéria com 10 maneiras de se fazer marketing por e-mail eficiente. Entre os tópicos, acredito que o mais importante seja a relevância. Sem relevância, nada feito. Segue abaixo a matéria completa.

CONECTE-SE
DIVULGAÇÃO ON-LINE
10 maneiras de fazer um marketing eficiente por e-mail

Marina Vidigal

Com uma comunicação dirigida e total possibilidade de personalização, um e-mail marketing bem-feito oferece alta taxa de retorno e ágeis mecanismos para mensurar as investidas. "A ferramenta é valio sa para empreendedores, uma vez que os colo ca em pé de igualdade com as grandes empre sas", diz Rodrigo Almeida, sócio da empresa especializada em comunicação digital Dina mize. Mas é preciso atentar para a qualidade das ações.

Listamos a seguir dez dicas, incluindo, por exemplo, a relevância das mensagens. Marcelo Miyashita, consultor e professor de marketing, tem experiência em e-mail marke ting. Ele montou a Rede do Bem, uma comuni dade cooperativa para indicação de vagas de empregos, usada também para a divulgação de seus cursos e de ações sociais. Quinzenalmen te ele dispara e-mails para 4.300 alunos. "Co mo divulgo vagas de emprego, a rede é relevan te para os cadastrados, que fazem questão de manter seus e-mails atualizados."

1. INVISTA EM SUA BASE DE E-MAILS. De nada vale ter uma listagem enorme e irrelevante para o negócio. "Já tivemos mailing de 25 mil e-mails e não sabía mos nem o nome das pessoas", diz Maurício Renner, editor do site de tecnologia da informação Baguete. "Depois de constatar que muitas mensagens não eram sequer abertas, fizemos uma campanha de recadastramento e temos hoje uma base consis tente de 8.700 assinantes."

2. ABRA UM CANAL PARA OPT-OUT. Em todos os e-mails que enviar, disponibilize um link para descadastramento - caso contrário, a sua empresa corre o risco de fi car associada ao desrespeito e à prática de spam.

3. ACERTE NA FREQUÊNCIA. A não ser que tenha autorização do cadastrado para envios mais frequentes, atenha-se aos e-mails quinzenais ou no máximo sema nais. O excesso de e-mails pode gerar uma imagem negativa.

4. SEJA RELEVANTE. Analise os links clicados pelos destinatários para identificar grupos de interesse. Se houver tribos bem distintas, segmente sua base de contatos, de modo a criar e-mails efetivamente rele vantes para quem recebe.

5. POSSIBILITE A TROCA. Não se restrinja a enviar men sagens. Apresente para o des tinatário um canal de aprofun damento e interação, seja por e-mail, fone, site ou blog. Em si tes e blogs, disponibilize formu lários de cadastro e apresente a possibilidade de indicar amigos.

6. DOSE O TAMANHO DOS ARQUIVOS. Não carregue os e-mails com imagens ou anexos pesados. Ca so queira disponibilizar arquivos grandes para o destinatário, gere um link que conduza a eles.

7. SEJA OBJETIVO. Tenha títulos e mensagens ob jetivas. Seu e-mail concorre com várias outras mensagens - você tem poucos segundos para atrair quem lê.

8. DRIBLE O ANTI-SPAM. Antes de liberadas pelos provedores, as mensagens passam por filtros anti-spam. Existem pala vras ranqueadas em mecanismos específicos - se uma delas atin ge certa pontuação, é interpreta da como lixo. "Sexo", "Viagra" e links para o Orkut, por exemplo, alcançam muitos pontos. Em pe ríodos de programa Big Brother Brasil, "BBB" é um termo que também assusta. Antes de dispa rar várias mensagens eletrônicas convém testar o envio para en dereços de provedores distintos. Uma vez aprovadas, tudo OK para o restante do grupo.

9. INVISTA NO ENVIO. Há empresas especializadas em envio de e-mail marketing. Elas têm pacotes econômicos para envios reduzidos, como mil mensagens mensais. O disparo "doméstico" costuma ser barrado pelos provedores.

10. MENSURE OS RETORNOS. O e-mail marketing não é mero instrumento para divulgação. Trata-se de um modo de conhecer melhor o cliente e identificar suas preferências. Tome as mensurações feitas por empresas de e-mail marketing como formas para incrementar seu negócio. Você pode inclusive fazer testes, enviando diferentes mensagens para dois grupos e comparando os retornos obtidos.

 

Postado em 05 de janeiro de 2010 por Carlos Eduardo Moura

Na parte 3, discutimos os principais tipos de blogs corporativos. Grosso modo, pode-se dividir os blogs corporativos em quatro tipos: o de mercado, o de relações públicas, o de recursos humanos e de suporte/educação. Cada empresa deve definir bem o escopo do seu blog, podendo inclusive fazer um mix. Mas, antes de tudo, é importante definir qual o objetivo do blog. Vendas? Ganho de marca? Gerar relacionamento?

Blog de mercado
No blog de mercado, a empresa cria um blog sobre o negócio onde atua e traz notícias relacionadas, artigos, pesquisas etc. O objetivo é tornar-se referência naquele assunto.
O blog pode ser declaradamente da empresa ou patrocinado por ela – neste último caso, deve-se tomar o cuidado de a empresa não ser citada freqüentemente, sob o risco de o blog ser considerado “comprado”.

Utilizações mais comuns:
- Falar do mercado onde a empresa atua, de forma ampla;
- Apresentar cases do mercado;
- Apresentar soluções:
- Indicar boas práticas de mercado:
- Apresentar novas tecnologias e processos;
- Recomendas eventos e publicações;
- Apresentar pesquisas de mercado.

Blog de relações públicas
No blog de relações públicas, o espaço é usado para falar diretamente da empresa e eventualmente do mercado onde atua. O objetivo é compartilhar experiências e interagir com clientes e possíveis clientes.
Neste caso, o blog deve trazer assuntos relacionados à empresa e ao seu mercado de atuação e pode (deve, aliás) ter uma linguagem mais informal.

Utilizações mais comuns:
- Divulgar e apresentar produtos e serviços:
- Divulgar e comentar eventos que a empresa participa;
- Apresentar resultados da empresa;
- Responder e citar feedbacks de clientes e parceiros;
- Divulgar cases de serviços executados pela empresa;
- Compartilhar desafios e experiências;
- Trazer artigos sobre o mercado.

Blog de recursos humanos
Tendo em vista os recursos humanos, o blog pode ser usado para facilitar a comunicação interna e/ou promover a integração entre colaboradores.
A linguagem usada deve ser informal e o blog deve apoiar a participação/interação do público interno, seja através de comentários, fóruns ou enquetes. Além disso, a empresa também pode estimular seus funcionários a produzirem blogs, como forma de aumentar a satisfação e a integração entre as pessoas.

Utilizações mais comuns:
- Divulgar eventos e projetos da empresa, como novos produtos, novos clientes, novos colaboradores etc.
- Reforçar valores institucionais da empresa;
- Recomendar notícias;
- Parabenizar aniversariantes;
- Organizar festas.

Blog de suporte técnico e educação
O blog pode também ser um excelente canal de suporte técnico e educação, trazendo conteúdo técnico e educacional, na forma de wikis, FAQs (perguntas mais freqüentes) e funcionalidades dos produtos/serviços.
No que toca ao atendimento, o blog pode trazer recurso de chat online e abertura de chamados, o que diminui custos de atendimento telefônico, por exemplo. Tem a vantagem de manter o conteúdo sempre online e atualizado, podendo ser pesquisado posteriormente pelo cliente ou pelo próprio suporte para resolver de forma mais rápida às solicitações. Além disso, humaniza o atendimento da empresa e mostra que ela é aberta ao cliente.

Utilizações mais comuns:
- Conteúdo educacional, como manuais de uso e dicas;
- Wikis e FAQs (perguntas e respostas);
- Fóruns de discussão;
- Chats;
- Responder reclamações publicamente

Na parte 4, discutiremos sobre a divulgação do blog de sua empresa.

Postado em 15 de dezembro de 2009 por Carlos Eduardo Moura

Resultados: fruto de investimento em tempo, pessoas, trabalho e planejamento

Obter resultados com blogs corporativos exige tempo, recursos humanos, persistência e muito trabalho. Os blogs requerem atenção contínua e produção constante de conteúdo para poderem virar referência junto aos clientes e possíveis clientes e aos mecanismos de busca. Sem isso, nada feito.

É melhor desistir da idéia e investir em marketing tradicional. Sua empresa deve ter um planejamento e uma estratégia muito bem definida antes de colocar a coisa em prática. Perguntas que devem ser respondidas: qual o objetivo central? (criar relacionamentos? gerar vendas?), que tipo de assunto vai entrar?, qual a periodicidade?, qual é o público-alvo?, quem vai atualizar?, como vai ser divulgado? etc.

Outro ponto importante a ser ressaltado é que blogs corporativos dificilmente darão retorno no curto prazo. É um investimento no médio e no longo prazos. É como um relacionamento: você investe, investe, investe, para depois colher lá na frente. Se o objetivo maior do blog for apenas otimização em mecanismos de busca, por exemplo, em 3 meses já se consegue algo interessante.

Mensuração
Mensurar a performance do blog é fundamental. É através das estatísticas detalhadas que você pode direcionar melhor o conteúdo ou investir em assuntos que renderam mais. Qual a melhor forma de mensurar? O número de visitantes é importante, mas não se pode levar em conta apenas isso. É importante também ver a quantidade e a qualidade dos comentários deixados, links e referências em outros sites.

Ferramentas como o Google Analytics ajudam (na última parte, falaremos mais sobre ferramentas).

O que o blog não é
Um blog não deve ser mera vitrine de produtos e serviços e espaço para anúncios e press-releases da empresa. Se um blog fizer apenas isso, será cansativo e despertará pouco interesse.

Os 10 maiores erros
Christopher Barger, gerente do blog da GM, Fastlane, aponta os dez maiores erros nos blogs corporativos (citado por Fábio Cipriani):
Erro #1. Tratar o blog como um canal para mensagens corporativas
Erro #2. Muita pressa para responder feedbacks negativos
Erro #3. Medo das críticas
Erro #4. Posts escritos para outra pessoa em seu nome
Erro #5. Dar aos blogueiros a impressão que o post publicado é o produto final
Erro #6. Usar blogueiros que falam uma língua muito corporativa
Erro #7. Não estabelecer as regras e normas do blog
Erro #8. Não manter freqüência nos posts
Erro #9. Furar a sua própria política de controle de comentários
Erro #10. Editar, esconder ou apagar um post quando cometer um erro

A parte 3 discutirá quais os principais tipos de blogs corporativos.

Postado em 09 de dezembro de 2009 por Carlos Eduardo Moura

Após pouco mais de dez anos do lançamento da pioneira ferramenta Blogger, em 1999, que permitia atualização fácil e rápida de sites na Internet, o termo blog tornou-se referência quando se fala em publicação de conteúdo na web. Jornalistas, estudantes, artistas, publicitários, viciados em tecnologia, empresas...

Praticamente todo mundo aderiu ao formato. Não é de espantar, pois a ferramenta foi aperfeiçoada e hoje é usada a torto e a direito por aí. Uma das plataformas mais utilizadas é o Wordpress. Mas o assunto deste post tem a ver com os blogs corporativos (ou blogs empresariais), que vêm tomando corpo e se desenvolvendo cada vez mais no Brasil. No país, podemos citar duas obras interessantes sobre o tema: “Blog Corporativo” (blog do livro), do Fábio Cipriani, e “Blogs corporativos – modismo ou tendência?”, da Carolina Frazon Terra.

O que segue abaixo foi extraído em parte destas duas obras, em parte de sites que falam sobre o assunto, entrevistas de profissionais de comunicação e jornalistas e de anos como leitor de blogs e como blogueiro. Arranjei tudo da melhor forma possível. Como o conteúdo acabou ficando um pouco extenso, dividi em partes.

A parte 1, abaixo, fala sobre o conceito de blog corporativo e por que fazer um. A parte 2 falará sobre o que não é e não deve ser um blog, os maiores erros e resultados com blogs corporativos. Quer conversar? A caixa de comentários está aberta.

O que é um blog corporativo?
Em linhas gerais, pode-se dizer que o blog corporativo é um poderoso canal para estreitar relações e, principalmente, interagir com o consumidor: explicar como determinado produto (ou serviço) funciona, receber críticas, elogios e sugestões.


Isso em linhas gerais, porque um blog pode ser isso e muito mais. As marcas mais espertas têm usado blogs para criar relacionamentos profundos com seus clientes, compartilhando conhecimento e experiências relevantes. Além disso, como o relacionamento em um blog é baseado na permissão, e não na intrusão, abre-se a possibilidade se travar uma conversa mais informal e menos centrada em vendas – o que gera, por si só, maior confiança e intimidade.

Por que fazer um blog corporativo?
Ter um blog corporativo ajuda na otimização do site nos mecanismos de busca como o Google. Com geração de conteúdo e palavras-chave, o site terá mais tráfego e poderá ser mais facilmente achado.


A marca tem de estar onde o consumidor está. A população brasileira está usando em peso a Internet. São mais de 60 milhões de internautas, sendo que cerca de 80% usam banda larga. Registre-se ainda o fato de que o brasileiro é o povo que mais tempo online passa.

Um blog corporativo pode gerar leads e vendas. Quem nunca pesquisou sobre produtos e serviços no Google? Pesquisas indicam que mais de 75% das pessoas pesquisam antes de fazer suas compras. Um blog bem feito pode ser o empurrãozinho que faltava.

É a oportunidade de divulgar produtos e serviços de um jeito diferente, de forma menos “marqueteira” e intrusiva. É o cliente que vem até o blog.

Possibilidade de interagir com clientes e possíveis clientes e manter um relacionamento aberto e duradouro. Clientes satisfeitos têm o poder de seduzir novos clientes para o seu negócio.

Fator educacional.
Seu negócio tem um produto ou serviço difícil de explicar e de vender? Nada melhor do que um blog com farto conteúdo técnico. Educar potenciais clientes é um dos grandes benefícios que um blog pode trazer para uma marca.

Ter um blog faz você pensar no seu negócio o tempo todo. Pense nisso: conduzir e atualizar um blog corporativo faz com que os gestores pensem mais no negócio e em desenvolver soluções baseadas nas interações cliente/empresa. O blog é hoje o papo de balcão de antigamente.

Ferramenta de recursos humanos. Ter um blog bacana, atualizado e relevante, também tem função de recursos humanos: atrai e retém talentos, envolve e integra funcionários e pode ser como um belo canal de comunicação interno. Na semana que vem, a parte 2, que falará sobre o que não é e não deve ser um blog, os maiores erros e resultados com blogs corporativos.