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Postado em 09 de dezembro de 2009 por Carlos Eduardo Moura

Após pouco mais de dez anos do lançamento da pioneira ferramenta Blogger, em 1999, que permitia atualização fácil e rápida de sites na Internet, o termo blog tornou-se referência quando se fala em publicação de conteúdo na web. Jornalistas, estudantes, artistas, publicitários, viciados em tecnologia, empresas...

Praticamente todo mundo aderiu ao formato. Não é de espantar, pois a ferramenta foi aperfeiçoada e hoje é usada a torto e a direito por aí. Uma das plataformas mais utilizadas é o Wordpress. Mas o assunto deste post tem a ver com os blogs corporativos (ou blogs empresariais), que vêm tomando corpo e se desenvolvendo cada vez mais no Brasil. No país, podemos citar duas obras interessantes sobre o tema: “Blog Corporativo” (blog do livro), do Fábio Cipriani, e “Blogs corporativos – modismo ou tendência?”, da Carolina Frazon Terra.

O que segue abaixo foi extraído em parte destas duas obras, em parte de sites que falam sobre o assunto, entrevistas de profissionais de comunicação e jornalistas e de anos como leitor de blogs e como blogueiro. Arranjei tudo da melhor forma possível. Como o conteúdo acabou ficando um pouco extenso, dividi em partes.

A parte 1, abaixo, fala sobre o conceito de blog corporativo e por que fazer um. A parte 2 falará sobre o que não é e não deve ser um blog, os maiores erros e resultados com blogs corporativos. Quer conversar? A caixa de comentários está aberta.

O que é um blog corporativo?
Em linhas gerais, pode-se dizer que o blog corporativo é um poderoso canal para estreitar relações e, principalmente, interagir com o consumidor: explicar como determinado produto (ou serviço) funciona, receber críticas, elogios e sugestões.


Isso em linhas gerais, porque um blog pode ser isso e muito mais. As marcas mais espertas têm usado blogs para criar relacionamentos profundos com seus clientes, compartilhando conhecimento e experiências relevantes. Além disso, como o relacionamento em um blog é baseado na permissão, e não na intrusão, abre-se a possibilidade se travar uma conversa mais informal e menos centrada em vendas – o que gera, por si só, maior confiança e intimidade.

Por que fazer um blog corporativo?
Ter um blog corporativo ajuda na otimização do site nos mecanismos de busca como o Google. Com geração de conteúdo e palavras-chave, o site terá mais tráfego e poderá ser mais facilmente achado.


A marca tem de estar onde o consumidor está. A população brasileira está usando em peso a Internet. São mais de 60 milhões de internautas, sendo que cerca de 80% usam banda larga. Registre-se ainda o fato de que o brasileiro é o povo que mais tempo online passa.

Um blog corporativo pode gerar leads e vendas. Quem nunca pesquisou sobre produtos e serviços no Google? Pesquisas indicam que mais de 75% das pessoas pesquisam antes de fazer suas compras. Um blog bem feito pode ser o empurrãozinho que faltava.

É a oportunidade de divulgar produtos e serviços de um jeito diferente, de forma menos “marqueteira” e intrusiva. É o cliente que vem até o blog.

Possibilidade de interagir com clientes e possíveis clientes e manter um relacionamento aberto e duradouro. Clientes satisfeitos têm o poder de seduzir novos clientes para o seu negócio.

Fator educacional.
Seu negócio tem um produto ou serviço difícil de explicar e de vender? Nada melhor do que um blog com farto conteúdo técnico. Educar potenciais clientes é um dos grandes benefícios que um blog pode trazer para uma marca.

Ter um blog faz você pensar no seu negócio o tempo todo. Pense nisso: conduzir e atualizar um blog corporativo faz com que os gestores pensem mais no negócio e em desenvolver soluções baseadas nas interações cliente/empresa. O blog é hoje o papo de balcão de antigamente.

Ferramenta de recursos humanos. Ter um blog bacana, atualizado e relevante, também tem função de recursos humanos: atrai e retém talentos, envolve e integra funcionários e pode ser como um belo canal de comunicação interno. Na semana que vem, a parte 2, que falará sobre o que não é e não deve ser um blog, os maiores erros e resultados com blogs corporativos.

Postado em 28 de outubro de 2009 por Equipe Happy Hour

Com mais de 50 milhões de pessoas cadastradas no mundo, o Twitter é um microblog, uma espécie de mural de recados, onde o usuário se cadastra e pode escrever em até 140 caracteres uma pequena mensagem sobre qualquer coisa - os tweets (pio, em inglês) ou, na versão aportuguesada, tuítes. Quem é seguidor consegue ler diretamente em sua conta (ou timeline, para os iniciados) as mensagens escritas por outros usuários.

Pesquisas mostram que 15% dos internautas brasileiros utilizam a ferramenta, o que coloca o país à frente (percentualmente) de países do primeiro mundo, como Estados Unidos (10,69%), Reino Unido (9,36%), Austrália (5,36%) e Alemanha (4%). Personalidades brasileiras como Luciano Huck, William Bonner, Rubens Barrichello e Mano Menezes aderiram ao mecanismo e fazem grande sucesso.

Políticos também usam a ferramenta como forma de se aproximarem de seus eleitores. Exemplo? Barack Obama (o precursor), José Serra, Aloízio Mercadante e por aí vai. Recentemente, a revolta da população durante as eleições no Irã foi transmitida em tempo real pelo Twitter, já que jornalistas e veículos tradicionais estavam impedidos de enviar notícias para fora do país.

E as empresas nisso? Marcas globais como Dell, Starbucks, Nokia e brasileiras, como Camiseteria.com, Cultura Inglesa, Tecnisa, entraram na onda e estão tuitando suas notícias, promoções e ideias e se perguntam cada vez mais como utilizar o potencial das redes sociais em favor de suas marcas. Essas empresas perceberam que mecanismos como Twitter, Facebook e blogs são excelentes ferramentas para se aproximar dos clientes e gerar negócios, muito melhores do que veículos tradicionais como a TV, por exemplo.

Uma das principais vantagens do Twitter, diz seu guia para marcas, é a chance de a companhia se comunicar de modo casual e espontâneo com o consumidor. Afinal, a mensagem não é intrusiva – só a lê quem é seguidor da empresa.

O guia ainda traz mais dicas: deixe sempre um meio de contato, como e-mail; preste atenção ao que dizem de sua marca, seus produtos e serviços; procure encaminhar reclamações para que sejam logo resolvidas; seja rápido no retorno; adote um tom casual nas mensagens; compartilhe os projetos da empresa; ofereça bônus e descontos; e, por último, mas não menos importante, não pratique SPAM.

É bom mesmo as empresas prestarem mais atenção à internet e às redes sociais. O Ibope divulgou recentemente uma pesquisa que mostra que para a população jovem a TV deixou de ser o meio de comunicação mais importante.

Para a faixa etária de 10 a 17 anos, o computador com acesso à internet é o aparelho mais relevante, seguido pela TV e telefone celular. Dos 18 aos 24 anos, vem celular, computador com internet e só depois a TV. Portanto, a internet será a principal ferramenta de comunicação num futuro próximo e as redes sociais, como Twitter e Facebook, onde o burburinho acontecerá. Estar presente desde já pode garantir um futuro promissor às empresas que souberem aproveitar oportunidades.

Acompanhe a Happy Hour no Twitter: www.twitter.com/happyhour_com.

UPDATE: O artigo foi publicado na edição 11 de novembro de 2009 no jornal "Correio Popular", de Campinas (SP). Clique aqui para ver.