Artigos

Postado em 14 de janeiro de 2011 por Carlos Eduardo Moura

Um dos pontos que mais nos interessa saber quando prospectamos clientes para assessoria de imprensa é quanto à capacidade de a empresa ser uma geradora de boas notícias. Afinal, para um trabalho de assessoria de imprensa vingar é necessário levar aos veículos de comunicação notícias tão boas quanto interessantes.

Porém, nem todas as empresas têm boas notícias o tempo todo. Nem todas as empresas lançam produtos ou serviços revolucionários - ou minimamente diferentes. Nem todas as empresas são, em síntese, boas geradoras de notícias, daquelas que os jornalistas adoram, como a Apple, por exemplo (ok, forcei um pouco a barra).

Agora, algumas coisas podem ser feitas para sua empresa potencializar a exposição na mídia ou gerar buzz entre os clientes.

Antes de tudo, uma dica que eu dou é: faça seus produtos ou serviços pensando sempre em como gerar mídia/buzz. Pode parecer bobo ou insano, mas funciona. Quando for lançar um produto ou serviço novo no mercado, acione a assessoria de imprensa (não tem? Fale com a gente!), escreva artigos, cases, grave um vídeo, faça um web-seminário, envie uma newsletter... enfim, faça a coisa acontecer!

Sua empresa pode fazer um produto ou prestar um serviço de excepcional qualidade e não falar pra ninguém. OK, é uma escolha.

Mas a sua empresa pode também fazer algo espetacular e ter algo a mais - coisas com algo a mais costumam gerar mais comentários, ganhar mais mídia. E, se ganham mais mídia, têm a grande possibilidade de vender mais e se destacar. Pense nisso.

Postado em 13 de maio de 2010 por Carlos Eduardo Moura

Como, de fato, funciona o trabalho da assessoria de imprensa? Explicaremos, neste post, como funciona, sem censura e sem cortes (como você nunca viu na televisão brasileira)...

O que segue abaixo é um resumo de como é realizado o serviço de assessoria de imprensa. Para cada cliente ou situação, uma estratégia é elaborada e seguida.

Conhecer o negócio do cliente é fundamental

O primeiro passo para realizar um bom trabalho de assessoria de imprensa é conhecer muito bem o cliente. Isso inclui, antes de o trabalho começar pra valer, ler e compreender o máximo que puder sobre a área na qual a empresa atua.

Depois, é preciso ler mais um pouco e conversar bastante com o cliente, para realmente entender muito do negócio.

Acompanhamento do setor

O passo seguinte é ficar atento ao que acontece naquele setor, para acompanhar as pautas do momento e pescar oportunidades de o cliente aparecer na mídia. Um bom trabalho de assessoria de imprensa diferencia-se neste ponto, ao relacionar-se com jornalistas e enviar pautas adequadas e relevantes a eles. Com o passar do tempo, os jornalistas passam a procurar a assessoria de imprensa, buscando fontes para suas matérias.

Além disso, cada veículo tem critérios diferentes de seleção de assuntos e de abordagem. É importante conhecer a linha editorial de cada veículo para saber como e o que falar com cada jornalista. Por isso, este acompanhamento é fundamental para um bom trabalho de assessoria de imprensa.

Pautas e relacionamento

Os releases são o principal meio de comunicação entre os assessores de imprensa e os jornalistas de redação. Não o único, porém. Como já dissemos, o relacionamento é fundamental no negócio.

Contudo, antes da produção do release vem a reunião de pauta, que é quando discute-se o que está sendo notícia naquele momento e levanta-se assuntos pertinentes para serem trabalhados. Aqui na Happy Hour, nossa reunião de pauta acontece toda segunda e, sempre que preciso, uma nova reunião acontece na quarta ou na quinta, para acompanhamento do trabalho. Nesta reunião, definimos como iremos trabalhar cada release e como se dará o relacionamento com os jornalistas.

Um bom release e artigos opinativos

Sem um bom gancho jornalístico não há release que emplaque. O gancho jornalístico é o novo, o diferente, aquilo que dará o click na cabeça do jornalista e o fará pensar "Vou escrever uma matéria sobre isso".

Um bom release nasce de uma boa reunião de pauta, que nasce do acompanhamento de perto do setor do cliente. E, claro, o release deve cumprir sua função básica, que é trazer o maior número de informações relevantes aos jornalistas.

Outro recurso interessante é a produção de artigos para envio às editorias de opinião.

Um mailing atualizado

Ok, depois de ler muito sobre o cliente, acompanhar o setor de perto, elaborar boas pautas e releases, o passo seguinte é enviar o material aos jornalistas. Mas como isso é feito?

Citaremos mais uma vez nosso caso. Trabalhamos com o mailing de jornalistas da Maxpress, empresa pioneira e líder no fornecimento de soluções para comunicação empresarial. Desta forma, temos a certeza de que os releases serão enviados para jornalistas e e-mails válidos, com baixa taxa de contatos inválidos.

Fato muito comum (e é meio constrangedor ter de dizer isso...) em assessorias de imprensa voltadas a pequenas empresas: o mailing está desatualizado, pois ou foi adquirido uma vez e nunca mais atualizado ou foi levantado via internet.

Relacionamento e follow-up

Temos um mantra: não enviar à imprensa releases ruins, fracos de conteúdo ou que nunca seriam usados. É melhor não mandar nada a mandar material ruim. Esta postura faz com que o jornalista saiba que da Happy Hour Comunicação, por exemplo, só chegam releases e pautas boas.

Dito isto, o relacionamento que o assessor de imprensa desenvolve com jornalistas ajuda na hora de emplacar matérias ou notas em colunas. Além disso, em alguns casos se faz necessário o recurso do follow-up, no qual o assessor liga para o jornalista e trava uma conversa sobre a pauta.

De acordo com a força da pauta, pode-se "vendê-la" com exclusividade para determinado veículo.

Relatórios e mensuração

Ao final de cada ciclo de trabalho (mensal, na maioria dos casos) de assessoria de imprensa, deve-se fazer um relatório das atividades feitas: os releases enviados, as solicitações e o que foi publicado. Para empresas que dispõem de mais recursos financeiros e que conquistam mais espaços na mídia, aconselha-se um trabalho profissional de clipagem, como os serviços oferecidos pela Oficina de Clipping, por exemplo.

Posts anteriores

O que é assessoria de imprensa e quais os benefícios

Quem pode ter uma assessoria de imprensa

As diferenças entre assessoria de imprensa e propaganda

Postado em 11 de maio de 2010 por Carlos Eduardo Moura

As pessoas, de um modo geral, não sabem exatamente como funciona e como é realizado o trabalho de assessoria de imprensa. Em primeiro lugar, cabe dizer que assessoria de imprensa é diferente de propaganda ou de qualquer outra forma de publicidade paga.

A assessoria de imprensa visa conquistar mídia espontânea, isto é, gratuita. Quando enviamos um press-release para um jornal, por exemplo, o jornalista publica o que quiser, da forma que julgar mais apropriado. Já a propaganda é publicada mediante pagamento e é o cliente/agência quem publica da forma que achar mais conveniente. Simples assim.

É preciso dizer também que uma reportagem ou entrevista tem mais credibilidade do que um anúncio (propaganda). O espaço editorial não tem preço (pelo menos para os veículos sérios). Uma reportagem em um veículo sério leva consigo a credibilidade daquele veículo.

Já o anúncio não traz a credibilidade do veículo, pois o espaço foi comprado. Além disso, uma boa matéria ou entrevista em um veículo importante é capaz de alavancar negócios e trazer ganhos de imagem à empresa.

Posts anteriores
O que é assessoria de imprensa e quais os benefícios
Quem pode ter uma assessoria de imprensa

No próximo post: Como é o trabalho de assessoria de imprensa

Postado em 06 de maio de 2010 por Carlos Eduardo Moura

Afinal, quem pode ter uma assessoria de imprensa?

Este ano, recebemos alguns pedidos de envio de orçamento para os serviços de assessoria de imprensa, principalmente depois de nos cadastrarmos no Empreendemia, rede social voltada a empresas.

Muita gente tem empresa e quer ser notícia. E a velha pergunta nos é feita: vou ser notícia, vou aparecer no "Estadão", na "Folha", na "Exame", todo mundo vai fazer matéria sobre a minha empresa? Bom, a resposta, na grande maioria dos casos, é: não.

Não basta uma empresa contratar a melhor agência de assessoria de imprensa do mundo ou contratar um assessor de imprensa free-lancer e achar que vai aparecer com frequência na mídia.

Os jornalistas procuram para suas matérias empresas diferenciadas, que tenham um produto/serviço único ou notável. É por isso que, muitas vezes, temos a impressão de que só determinadas empresas aparecem na mídia. Isso se deve, em parte, ao trabalho de assessoria de imprensa feito, que potencializa a imagem da empresa na mídia, através de envio constante de releases e também do relacionamento que o assessor desenvolve com os jornalistas.

Por isso, nosso recado é curto: se sua empresa tem um serviço diferente ou diferenciado, notável, único, invista em assessoria de imprensa! (Fale com a gente ou peça uma proposta.)

(E falamos aqui tendo em vista micro, pequenas e médias empresas; assessoria de imprensa para grandes empresas é outra história.)

Leia o post anterior: O que é assessoria de imprensa e quais os benefícios

No próximo post: As diferenças entre assessoria de imprensa e propaganda

Postado em 03 de maio de 2010 por Carlos Eduardo Moura

Muita gente nos pergunta: o que minha empresa ganha ao ter uma agência de comunicação executando serviços de assessoria de imprensa? A pergunta é normal e sempre nos esforçamos muito em respondê-la, afinal, a assessoria de imprensa é nosso principal serviço (aliás, que tal uma passada em nossa página de serviços?) e pode gerar um resultado excepcional para o cliente.

Iniciamos hoje uma série de posts que falará sobre assessoria de imprensa: o que é, para quem é indicada, os benefícios, a diferença entre outros tipos de comunicação, como é feito o trabalho, quanto custa, qual o retorno etc.

No próximo post: quem pode ter uma assessoria de imprensa.

O que é e o que não é assessoria de imprensa

Em poucas palavras: a assessoria de imprensa visa conquistar mídia espontânea (gratuita) nos veículos de comunicação, através do envio de press-releases ou sugestões de pauta aos jornalistas. Cabe ao assessor de imprensa manter um bom relacionamento com jornalistas, tendo em vista colocar seu cliente no maior número de publicações possível.

Um trabalho continuado de assessoria de imprensa permitirá à empresa criar um vínculo de confiança com os veículos de comunicação e sedimentar sua imagem de forma positiva na sociedade.

Cabe dizer que assessoria de imprensa não é departamento de vendas, nem "lobista" e muito menos comprador de espaço editorial - ou seja, não há garantias que de o assessor consiga espaços na mídia.

E o que é um press-release? É um texto com caráter jornalístico, que é enviado aos jornalistas, visando sensibilizá-los sobre o assunto em destaque. O apelo de um press-release deve ser noticioso e pertinente à pauta dos veículos para o qual é enviado. (Mais à frente, discutiremos como o trabalho de assessoria de imprensa é feito.)

Benefícios da assessoria de imprensa

Como apontamos em nossa página sobre assessoria de imprensa, os principais benefícios de se contar com os serviços de assessoria de imprensa são:

  • visibilidade na imprensa (sem precisar pagar);

  • ganho de reputação e fortalecimento de marca;

  • difusão de informações positivas;

  • possível alavancagem nas vendas (abre portas para possíveis clientes que nunca ouviram falar de você);

  • e a empresa será mais encontrável nos mecanismos de busca, já que o material enviado pela assessoria é publicado em sites e portais e ficará arquivado por muito tempo.

No próximo post: quem pode ter uma assessoria de imprensa.

Postado em 28 de abril de 2010 por Carlos Eduardo Moura

Na quinta parte dos posts sobre blogs corporativos, discutimos a importância de se escrever para a internet e para os mecanismos de busca (webwriting e SEO).

É muito importante que o blog corporativo seja escrito para a internet. Mas o que é escrever para a internet? Escrever para a internet quer dizer que o blog deverá ter conteúdo otimizado para mecanismos de busca, como Google e Yahoo. Por conteúdo otimizado entenda uma série de "truques" para que o blog tenha maior destaque nas pesquisas - a isso deu-se o nome de SEO, search engine optimization (otimização para mecanismos de busca).

Um dos grandes trunfos de se manter um blog corporativo atualizado e com conteúdo relevante é que ele tem a capacidade de trazer, no médio e longo prazos, dividendos tangíveis para sua empresa (visitas, leads, vendas) através dos mecanismos de busca.

Como? Você cria conteúdo e pode ser achado no Google, por exemplo, por um possível cliente que está atrás daquilo que você já escreveu no blog corporativo. Vender fica muito mais fácil assim, não?

Abaixo seguem algumas dicas para seu blog ser mais facilmente encontrável nas ferramentas de busca.

  • Crie títulos precisos, que resumam o assunto e que contenham as palavras-chave daquele assunto. Quando procuradas no Google, estas palavras aparecerão em negrito, o que estimulará o clique. Evite títulos grandes. Um título bom deve ter até 96 caracteres ou, no máximo, 150.
  • Nas primeiras linhas de um texto, resuma o conteúdo e use palavras-chave. Quando procuradas no Google, as primeiras linhas aparecem logo abaixo do título. Procure fazer o primeiro parágrafo curto e sintético.
  • Negrito nas palavras-chave. Mostra que a palavra é importante. Melhor ainda se essa palavra-chave tiver link para outra página que esgote o assunto.
  • Estruture muito bem o texto, evitando parágrafos longos. Se o texto vai falar sobre 5 tópicos de um mesmo texto, divida o texto em 5 tópicos com um subtítulo (com palavra-chave) cada. Assim, você facilita a leitura e torna a página mais facilmente achável.
  • Crie conteúdo único e exclusivo para o seu blog corporativo. Não copie frases inteiras de outros sites, pois isto diminui a força da página. Se for copiar, cite a fonte e coloque o texto entre aspas ou utilize recurso de citação.
  • Na hora de linkar, não use "Clique aqui". Coloque o link diretamente na palavra-chave ou na expressão-chave. Esse link na palavra reforça a página e diz para os mecanismos de busca que aquela página fala sobre aquele assunto da palavra linkada.
  • Ao usar imagens, coloque o nome do arquivo da imagem usando palavra-chave ou o que a imagem é. Se a imagem for uma bola de futebol da Nike, use: bolafutebolnike.jpg (e não image5478.jpg). Use também o recurso ALT (que descreve o que é a imagem). Neste caso, use: Bola de futebol da marca Nike ou algo próximo.
Postado em 18 de março de 2010 por Carlos Eduardo Moura

Na quarta parte, discutimos sobre a divulgação do blog corporativo.

Divulgar seu blog é fundamental: Ilustração: Jordan Adams (Age Fotostock)

A divulgação

Não basta apenas criar o blog corporativo e não divulgá-lo. Seus clientes, possíveis clientes e até mesmo ex-clientes precisam saber que sua empresa tem um blog. Seus funcionários também precisam saber que a empresa tem um blog. A imprensa precisa saber que sua empresa tem um blog.

A primeira forma de divulgar seu blog é enviando e-mails personalizados para pessoas. Se sua lista de clientes ou prospects for muito grande, elabore grupos e escolha, dentro dos grupos, as pessoas que você acha que mais gostariam de ler o blog ou têm maior poder de espalhar a notícia. Vá aos poucos e sem afobação. Uma dica: o e-mail tem de ser de uma pessoa para outra pessoa e não de uma empresa para uma pessoa.

Outra forma de divulgar o blog é enviar uma newsletter para sua lista de contatos. Você pode até enviar uma newsletter mensal, com o resumo dos principais posts e convidando as pessoas a participarem do blog - seja através de contribuições ou comentários.

Comentar em outros blogs também é uma boa forma de atrair visitantes para o seu blog. Mas lembre-se: seja pertinente e nunca faça propaganda direta do seu blog. Algumas dicas: apresente-se, seja simpático e bem-humorado, não comenta erros ortográficos, comente algum assunto que você tenha afinidade etc.

Se quiser ser mais agressivo e o seu blog trouxer bastante conteúdo de referência, você pode fazer propaganda usando os links patrocinados do Google, por exemplo, ou até mesmo anunciar em sites que o público-alvo frequenta.

Além disso, estar presente nas redes sociais (como Twitter, Orkut e Facebook) é fundamental para gerar buzz e atrair leitores. Mas lembre-se: seu blog só vai ter sucesso e atrair visitantes se o conteúdo for relevante e pertinente.

Postado em 26 de fevereiro de 2010 por Carlos Eduardo Moura

Nei Paraíba nunca foi craque. Nem bom jogador era. No máximo, um atacante de mediana qualidade. Na campanha do acesso do Guarani, na temporada passada, o atacante - que veio do Oeste, de Itápolis (SP) - entrou algumas vezes e fez apenas dois gols em 38 jogos. É pouco? Sim, é pouco.

Ao fim da temporada passada, a diretoria bugrina decidiu pela não-renovação do contrato com o atacante. Friamente, os dirigentes raciocinaram e fizeram o "certo": atacante que não marca gols não fica no time. Certo? Errado. Muito errado.

Nei Paraíba era muito mais do que um simples atacante. Irreverente, brincalhão e famoso pelo seu penteado, aos poucos ganhou a torcida, que passou a usar uma peruca para homenageá-lo. (Aliás, cabe o paralelo com o jogador de basquete Anderson Varejão, que joga na NBA, no Cleveland Cavaliers, ao lado do astro Lebron James.)

Nei Paraíba: aí, sim...

Mais do que ter ganhado a torcida, Nei Paraíba era figura frequente no Globo Esporte, programa diário da Rede Globo - atenção, muita atenção às palavras-chave: Rede Globo, IBOPE, altíssima visibilidade à marca Guarani. No GE, o Bugre era sempre retratado positivamente, até pela campanha que fez, subindo para a primeira divisão. O Guarani ganhou muito destaque na mídia graças a Nei Paraíba ("O Deus do Amor", como era chamado no programa), mas também pelo time, claro, que correspondeu em campo e é famoso nacionalmente.

O apresentador Tiago Leifert até criou o "Troféu Nei Paraíba", dedicado a escolher o jogador mais bonito do Brasil. Então, era Nei Paraíba pra cá, Guarani pra lá. Eu, fosse diretor do time, adoraria ter Nei Paraíba no meu plantel, mesmo que na reserva e entrando poucas vezes em campo.

Pois bem. A diretoria bugrina não pensava assim e optou por não renovar o contrato do cabeludo. Nei Paraíba foi disputar a segunda divisão no Irã (sim, Irã), no glorioso Sanat Naft. E o Guarani? Parou de aparecer no Globo Esporte - atenção, muita atenção às palavras-chave: Rede Globo, IBOPE, altíssima visibilidade à marca Guarani - e pode ter perdido, com isso, alguns reais a mais em seu cofre.

Não sei se o Guarani tem departamento de marketing. Se tem, me parece totalmente errado que tenha deixado sua principal arma ser dispensada. E dizer que Nei Paraíba era sua principal arma no marketing não é nenhum demérito para o clube, já que ele, sozinho, não conseguiria nada. Sempre precisou de um clube forte e respeitado por trás - basta lembrá-lo nos tempos de Oeste, quando já era conhecido, mas não tinha toda a fama alcançada no Brinco de Ouro da Princesa.

Assim, casa-se o interesse da mídia (Nei Paraíba) com um produto de qualidade e já conhecido (Guarani). Hoje, no entanto, o Guarani não tem mais qualquer penetração na grande mídia nacional. Neste primeiro semestre, disputando a Série A-2 do Campeonato Paulista, está relegado à mídia regional. Somente a partir de maio, quando disputará a Série A do Campeonato Brasileiro, poderá voltar a ganhar destaque.

Mas marketing no futebol para quê, não é mesmo? O Guarani deve estar com os cofres cheios e um elenco recheado de craques. Não deve precisar disso.

Postado em 05 de janeiro de 2010 por Carlos Eduardo Moura

Na parte 3, discutimos os principais tipos de blogs corporativos. Grosso modo, pode-se dividir os blogs corporativos em quatro tipos: o de mercado, o de relações públicas, o de recursos humanos e de suporte/educação. Cada empresa deve definir bem o escopo do seu blog, podendo inclusive fazer um mix. Mas, antes de tudo, é importante definir qual o objetivo do blog. Vendas? Ganho de marca? Gerar relacionamento?

Blog de mercado
No blog de mercado, a empresa cria um blog sobre o negócio onde atua e traz notícias relacionadas, artigos, pesquisas etc. O objetivo é tornar-se referência naquele assunto.
O blog pode ser declaradamente da empresa ou patrocinado por ela – neste último caso, deve-se tomar o cuidado de a empresa não ser citada freqüentemente, sob o risco de o blog ser considerado “comprado”.

Utilizações mais comuns:
- Falar do mercado onde a empresa atua, de forma ampla;
- Apresentar cases do mercado;
- Apresentar soluções:
- Indicar boas práticas de mercado:
- Apresentar novas tecnologias e processos;
- Recomendas eventos e publicações;
- Apresentar pesquisas de mercado.

Blog de relações públicas
No blog de relações públicas, o espaço é usado para falar diretamente da empresa e eventualmente do mercado onde atua. O objetivo é compartilhar experiências e interagir com clientes e possíveis clientes.
Neste caso, o blog deve trazer assuntos relacionados à empresa e ao seu mercado de atuação e pode (deve, aliás) ter uma linguagem mais informal.

Utilizações mais comuns:
- Divulgar e apresentar produtos e serviços:
- Divulgar e comentar eventos que a empresa participa;
- Apresentar resultados da empresa;
- Responder e citar feedbacks de clientes e parceiros;
- Divulgar cases de serviços executados pela empresa;
- Compartilhar desafios e experiências;
- Trazer artigos sobre o mercado.

Blog de recursos humanos
Tendo em vista os recursos humanos, o blog pode ser usado para facilitar a comunicação interna e/ou promover a integração entre colaboradores.
A linguagem usada deve ser informal e o blog deve apoiar a participação/interação do público interno, seja através de comentários, fóruns ou enquetes. Além disso, a empresa também pode estimular seus funcionários a produzirem blogs, como forma de aumentar a satisfação e a integração entre as pessoas.

Utilizações mais comuns:
- Divulgar eventos e projetos da empresa, como novos produtos, novos clientes, novos colaboradores etc.
- Reforçar valores institucionais da empresa;
- Recomendar notícias;
- Parabenizar aniversariantes;
- Organizar festas.

Blog de suporte técnico e educação
O blog pode também ser um excelente canal de suporte técnico e educação, trazendo conteúdo técnico e educacional, na forma de wikis, FAQs (perguntas mais freqüentes) e funcionalidades dos produtos/serviços.
No que toca ao atendimento, o blog pode trazer recurso de chat online e abertura de chamados, o que diminui custos de atendimento telefônico, por exemplo. Tem a vantagem de manter o conteúdo sempre online e atualizado, podendo ser pesquisado posteriormente pelo cliente ou pelo próprio suporte para resolver de forma mais rápida às solicitações. Além disso, humaniza o atendimento da empresa e mostra que ela é aberta ao cliente.

Utilizações mais comuns:
- Conteúdo educacional, como manuais de uso e dicas;
- Wikis e FAQs (perguntas e respostas);
- Fóruns de discussão;
- Chats;
- Responder reclamações publicamente

Na parte 4, discutiremos sobre a divulgação do blog de sua empresa.

Postado em 15 de dezembro de 2009 por Carlos Eduardo Moura

Resultados: fruto de investimento em tempo, pessoas, trabalho e planejamento

Obter resultados com blogs corporativos exige tempo, recursos humanos, persistência e muito trabalho. Os blogs requerem atenção contínua e produção constante de conteúdo para poderem virar referência junto aos clientes e possíveis clientes e aos mecanismos de busca. Sem isso, nada feito.

É melhor desistir da idéia e investir em marketing tradicional. Sua empresa deve ter um planejamento e uma estratégia muito bem definida antes de colocar a coisa em prática. Perguntas que devem ser respondidas: qual o objetivo central? (criar relacionamentos? gerar vendas?), que tipo de assunto vai entrar?, qual a periodicidade?, qual é o público-alvo?, quem vai atualizar?, como vai ser divulgado? etc.

Outro ponto importante a ser ressaltado é que blogs corporativos dificilmente darão retorno no curto prazo. É um investimento no médio e no longo prazos. É como um relacionamento: você investe, investe, investe, para depois colher lá na frente. Se o objetivo maior do blog for apenas otimização em mecanismos de busca, por exemplo, em 3 meses já se consegue algo interessante.

Mensuração
Mensurar a performance do blog é fundamental. É através das estatísticas detalhadas que você pode direcionar melhor o conteúdo ou investir em assuntos que renderam mais. Qual a melhor forma de mensurar? O número de visitantes é importante, mas não se pode levar em conta apenas isso. É importante também ver a quantidade e a qualidade dos comentários deixados, links e referências em outros sites.

Ferramentas como o Google Analytics ajudam (na última parte, falaremos mais sobre ferramentas).

O que o blog não é
Um blog não deve ser mera vitrine de produtos e serviços e espaço para anúncios e press-releases da empresa. Se um blog fizer apenas isso, será cansativo e despertará pouco interesse.

Os 10 maiores erros
Christopher Barger, gerente do blog da GM, Fastlane, aponta os dez maiores erros nos blogs corporativos (citado por Fábio Cipriani):
Erro #1. Tratar o blog como um canal para mensagens corporativas
Erro #2. Muita pressa para responder feedbacks negativos
Erro #3. Medo das críticas
Erro #4. Posts escritos para outra pessoa em seu nome
Erro #5. Dar aos blogueiros a impressão que o post publicado é o produto final
Erro #6. Usar blogueiros que falam uma língua muito corporativa
Erro #7. Não estabelecer as regras e normas do blog
Erro #8. Não manter freqüência nos posts
Erro #9. Furar a sua própria política de controle de comentários
Erro #10. Editar, esconder ou apagar um post quando cometer um erro

A parte 3 discutirá quais os principais tipos de blogs corporativos.